terça-feira, 18 de maio de 2010
Material escolar 2.0
O iPad poderia tornar o aprendizado mais interessante e faria com que os alunos se sentissem aproveitando a tecnologia em favor de seus estudos. Afinal, urge que a escola mude para acompanhar a sociedade e preparar, de verdade, a geração atual e as seguintes para o mundo em que vivemos, tão diferente daquele em que o modelo de escola que conhecemos foi criado...
O vídeo foi mencionado num post escrito pelo pai de uma menina que comenta a substituição da "mochila 1.0" pelo tablet - leia aqui.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Grupo de Estudos Ruptura 2.0
Um pouco de filosofia para tornar as coisas mais práticas e objetivas...
Quando comento com as pessoas que estou participando de um Grupo de Estudos, algumas dizem: “ah, não curto discussões acadêmicas”, “é muita filosofia pra mim”, ou coisa que o valha.
Bom, o Grupo, criado por Carlos Nepomuceno e intitulado Ruptura 2.0, é muita filosofia sim, mas é na verdade uma maneira de tornarmos as coisas mais práticas e de trabalharmos de forma mais objetiva. É como dar alguns passos para trás, ou dar uma parada para respirar, para dar vários passos para a frente com muito mais segurança e destreza.
Atuando apenas na ponta, sem saber da origem das coisas e sem buscar uma compreensão maior sobre os processos, temos uma capacidade limitada de atuação. Podemos ser inovadores? Não como quem procura as raízes, as origens, e com isso estabelece uma linha de pensamento que ajuda a entender a evolução das coisas. Sobre isto, vale ler este post do Nepomuceno no blog dele.
A ideia é sentar para debater, ler e analisar tudo com um olhar mais crítico, botar a cabeça para racionar mesmo. E com isso crescer como profissionais e como pessoas. Se não fizermos isso, se não pararmos para pensar, se agirmos no automático, para onde estaremos indo? Que tipo de trabalho estaremos fazendo? Para que estaremos fazendo esse trabalho? E para quem...?
O mundo anda rápido, e por isso temos que ser rápidos também? Sim! Mas vazios? Não!
Sem base, sem tentar entender a origem de cada coisa, mantendo-nos somente no final do processo, estaremos sempre delegando o início de tudo a alguém que nem sabemos quem é e o que pretende. Filosofando um pouco mais: mesmo que a força inicial seja a natureza, por que não buscar entendê-la?
O Grupo tem sido tudo que eu precisava para conectar os trabalhos que venho fazendo, as experiências que venho acumulando, os pensamentos que antes ficavam um pouco soltos, a Web e todo o resto.
Perguntam-me também, sempre que falo do Grupo, se nossas discussões são sobre “Internet” ou sobre “Comunicação”. Respondo até que sim, mas replico: você acha que tem como discutir Internet sem debater todo o resto? Você acha que a Internet influencia “apenas” na comunicação?
Um debate sobre Internet é também sobre as mudanças sociais, econômicas, filosóficas e culturais pelas quais o mundo está passando. Acho essa noção importante para quem é um profissional de Web, mas não apenas para nós. Trata-se de uma análise que interessa a todos. É importante pensar no que muda à medida que a Internet se torna mais intensa e participativa. Refletir sobre como estamos no meio de tudo isso – qual o nosso papel, como podemos usar a rede da melhor forma, como aconselhar as empresas em relação a esse uso, como fazer a diferença e não apenas reproduzir e repetir, incessantemente.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Cinco erros que podem comprometer o futuro das agências digitais
A autora, Karen Macumber, afirma que não é uma “executiva típica de agência”, e que na verdade não colocou seus pés em uma antes de dar início a sua própria agência. Brilhantemente, na minha opinião, ela diz que hoje há muito foco na tecnologia - no “digital” - e nem tanto foco em prover um “serviço de comunicação” – na “agência”.
“Nós não somos os responsáveis pela tecnologia – nós temos a Microsoft, a Apple, o MIT e o Media Lab para isso. Mas nós somos os comunicadores e devemos ficar focados no que fazemos melhor – utilizar a comunicação para promover conexão com a audiência em um nível emocional e racional, gerando receita para o cliente”, escreve a autora.
As cinco razões que ela descreve para as agências digitais não darem certo pela maneira como estão caminhando são, numa tradução livre:
1) Agências digitais ainda estão construídas sobre a tradicional filosofia “a criatividade é rei”;
2) Os negócios das agências digitais ainda são operados como os de uma agência tradicional. Ponto forte deste item: “Marketing digital requer integração, não separação”;
3) As agências digitais se esquecem de que as necessidades humanas básicas, as emoções e comportamentos não mudam somente porque a tecnologia está se desenvolvendo – a tecnologia apenas capacita os humanos a preencher essas necessidades e conduzir esses comportamentos de maneiras diferentes;
4) As agências digitais não atuam, mas deveriam atuar, como editoras, dado o cenário atual do conteúdo gerado pelos usuários;
5) A indústria digital ainda deixa as estatísticas “atrás das cortinas” – Se as agências digitais quiserem realmente realizar um movimento em direção a não apenas levantar números, mas utilizá-los para melhorar o resultado de campanhas, elas devem começar a trabalhar com estratégias open-source de mensuração de resultados, que envolvam a cooperação dos consumidores.
Gostei. E comunicação é tudo mesmo :-)
segunda-feira, 1 de março de 2010
As cinco principais razões pelas quais o conteúdo online é importante

Gostei muito deste post, do Watts Writing Studio. Mesmo que muita gente já conheça o conteúdo do que é apresentado, vale sempre destacar estes pontos, que passam por conceitos de Search Engine Optimization (SEO), relevância, relacionamento com os clientes online, e-commerce, comunicação online, entre outros. Veja aqui uma tradução livre do post.
“Marketing de Conteúdo é o Único Marketing que Resta” – frase de Seth Godin, especialista em conteúdo
Você pode investir em um ótimo design e uma ótima estrutura, mas o que o seu site diz é igualmente importante. O seu site é a melhor plataforma de comunicação do seu negócio. A concorrência pode copiar tudo o que você tem, mas não quem você é. Deixe a identidade da sua marca brilhar. Conecte-se com seus clientes online com conteúdo customizado que foque em suas necessidades, forneça-lhes informação relevante, e comunique os benefícios que seus produtos e serviços apresentam.
Qual a importância do conteúdo?
As palavras fazem a Web funcionar. Se a internet fosse feita somente de recursos visuais, ela teria alguma utilidade? Veja as cinco principais razões pelas quais o conteúdo importa tanto quanto o design e a estrutura de um website.
• Aumenta as vendas – 76% dos consumidores online afirmam que o conteúdo é insuficiente para completar a pesquisa ou compra online sempre, quase sempre ou às vezes.
• Conecta com os Consumidores – 90% de todos os sites corporativos enaltecem as qualidades da companhia ou do produto e se esquecem dos clientes. O conteúdo adequado atrai os consumidores e retém sua atenção.
• Melhora os resultados nas ferramentas de busca – Cada vez mais, os buscadores estão ignorando o método tradicional de leitura das meta tags e meta descriptions. Em vez disso, os buscadores estão passando a ler toda a página para, a partir daí, gerar resultados. Quanto mais páginas e palavras o seu site tiver, maior será a chance de ele ficar bem colocado nos resultados das buscas.
• Aproveita toda a sua presença na Web - Somente 25% das pessoas chegam a um site pela homepage. O restante é guiado para várias páginas do site, dependendo das palavras-chaves utilizadas ao realizar pesquisas nos buscadores. Garantir um conteúdo de qualidade em todas as páginas do site aumenta a sua chance de capturar um potencial cliente ou consumidor. Cada página de conteúdo (com meta tags apropriadas, título, otimização e submissão adequados) é indexada pelas ferramentas de busca.
• Posiciona você como um especialista – Dar aos seus clientes as condições de acreditar em você é a nova maneira de fazer marketing. Se você tem um bom conteúdo, outros sites podem linkar para o seu, aumentando o tráfego para ele e melhorando a sua posição em rankings de busca. Conteúdo relevante e atualizado aumenta a sua credibilidade, contribui para envolver e engajar sua audiência e aumenta a possibilidade de que visitantes se transformem em clientes. Bom conteúdo, blogs e artigos podem ainda ser úteis, sem custos, como RP para o seu negócio, tornando o seu site uma importante fonte de informações e um recurso importante para a imprensa.
Dê às pessoas uma razão para ouvir. Apresente-lhes informações relevantes, que elas irão compartilhar com outras pessoas.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Lendo, escrevendo e aprendendo
O texto de Marcelo é, em si, bastante grande para se ler no computador. Tem três partes, que dão quase seis páginas de Word. Eu li tudo rapidamente, pois a forma de escrever dele é leve, direta e o tema me atraiu muito. Não acredito que tenha que ser uma regra da internet o texto pequeno. Há muitos leitores na internet que procuram por determinado assunto, têm um foco, e ao encontrarem o que procuram certamente estarão dispostos a ler o que for, no tamanho que for, com voracidade. O que nós, que fazemos conteúdo para a Web, temos que saber é como disponibilizar aquele material da melhor forma possível. Ao montar um site, podemos em vez de escrever um texto optar por um desenho, um infográfico, um vídeo, uma foto, um podcast ou outro tipo de conteúdo, se considerarmos que ele deve ser levado aos internautas daquela forma. Ou escrever sim, mas complementar o texto com algum desses itens. Ao disponibilizar um texto online, podemos quebrá-lo em diversas partes, ou camadas, como ensina Bruno Rodrigues (@brunorodrigues no Twitter), especialista no assunto e autor do blog Cebol@. É uma forma de mostrar ao leitor na primeira página um "resumo" do que ele vai encontrar pela frente. Na segunda, se ele foi até lá, pode se aprofundar um pouco mais no assunto. E por aí vai.
Ainda sobre leitura e escrita, Zuenir Ventura falou ontem em sua coluna no Globo sobre a atrocidade que é cometida quando são passadas determinadas leituras obrigatórias para estudantes adolescentes, no colégio. "Iracema" e "Senhora", de José de Alencar -- que ele destaca como obras "de discutível qualidade técnica ou literariamente datadas" -- estão entre elas. Quando leu a coluna, tamanha foi a felicidade de minha mãe que ela quis na hora escrever para o Zuenir, dizendo que ele tinha tirado as palavras de sua boca (tenho um irmão que ainda pode ser considerado adolescente e observei meus pais se queixarem, durante todo o Ensino Médio dele, dos livros que a criatura teve que ler e que só faziam com que ele quisesse ler cada vez menos). É óbvio que leituras desconectadas do dia-a-dia desses adolescentes, que já nascem na internet, não ajudam em nada no incentivo à leitura. E também não ajudam ninguém a escrever bem. E levam às atrocidades nas redações dos vestibulares que circulam por e-mail (serão verdade?! - às vezes pensamos). Parabéns ao Zuenir por mostrar que as escolas têm que se atualizar -- nunca é demais lembrar isso, por mais óbvia e antiga que essa necessidade possa parecer...
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Brasileiros: forte presença nas redes sociais
Também achei ótimo este artigo do Mauro Segura, publicado no Nós da Comunicação, sobre a influência das redes sociais no processo eleitoral.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Arquitetura da Informação & Conteúdo
Para quem não sabe o que é wireframe, trata-se de uma espécie de protótipo do site que se está construindo, feito sem preocupação com layout, em que são apresentadas as áreas e seções que aquele site terá de forma navegável. Ou seja, é possível, por ali, prever de forma eficiente como o site ficará e até mesmo realizar modificações nesta etapa do projeto, em vez de vir a fazer mudanças radicais lá na frente, que dariam muito mais trabalho. O wireframe é, portanto, um elemento importante de comunicação entre a agência e o cliente. Só não se pode esquecer de dizer para ele que o que está sendo apresentado é um protótipo, sem layout nenhum, senão ele pode achar que estamos entregando para ele um site para ele feito só de caixinhas – um rascunho...
É muito importante para quem trabalha com conteúdo para a Web entender de arquitetura da informação, saber organizar e categorizar informações, compreender a necessidade da presença de determinados tipos de conteúdo num site, e quais as funções que eles terão ali. O conteúdo na Web não pode ser jogado, exposto de qualquer jeito. Cada elemento tem uma razão de ser, e isso deve ficar bem claro para quem navega. Sendo um bom arquiteto, o responsável pelo conteúdo tem muito mais condições de acertar e de fazer um trabalho mais completo.